Franklin stain

VOCÊ SABIA QUE, em 1816, a jovem Mary Shelley, com apenas 18 anos, escreveu "Frankenstein ou O Novo Prometeu", obra cimeira do terror gótico.

O romance narra a história de um cientista suíço, o Dr. Victor Frankenstein, que, após assistir às aulas de um professor da Baviera que difunde os últimos avanços da ciência, decide ir além. "Vou abrir um novo caminho, explorar poderes desconhecidos e desvendar ao mundo os mistérios mais profundos da criação", proclama. Frankenstein começa a estudar febrilmente a anatomia animal e os processos de geração e corrupção até que um dia recebe uma iluminação e descobre "a causa da geração e da vida"; e se persuade de que era "capaz de infundir vida sobre um corpo inanimado".

Durante quase dois anos, o cientista pratica experiências misteriosas em um sótão que usa como laboratório. Com diferentes partes de cadáveres que recolhe nas salas de dissecação e animais que encontra em matadouros, forma um corpo humano de grande envergadura (2,40 metros de altura). Usando uma pilha, como a inventada por Alessandro Volta em 1800, aplica-lhe impulsos elétricos para tentar dar-lhe vida. Finalmente, uma noite chuvosa de novembro, à luz ténue de uma vela, o Dr. Frankenstein vê o seu monstro abrir um olho e começar a respirar. Partindo horrorizado, quando a Criatura volta, ele desapareceu.

A partir daqui, se desenvolve uma intriga romance em que o novo ser experimenta a solidão e a hostilidade dos homens, mata involuntariamente uma criança e desafia o seu criador.

No mundo real, após o falecimento da autora, seus pertences foram revistos e foi encontrado, enrolado em seda, o coração de Percy B. Shelley, seu marido e mentor, o poeta. Talvez Mary o tenha guardado na esperança de que um dia um Dr. Victor Frankenstein de carne e osso lhe devolvesse o batimento cardíaco.

Postagens mais visitadas deste blog

o escravo

Achar que os olhos existem apenas para captar imagens do ambiente é uma visão limitada que desconsidera um de seus papéis mais antigos e essenciais: o de vigilância do próprio organismo.Na prática, eles funcionam como um verdadeiro painel biológico. Muitas vezes, é pela visão que surgem os primeiros indícios de que algo não vai bem no corpo. Há muito tempo a medicina reconhece que o olho é a única região onde vasos sanguíneos e tecido nervoso podem ser observados diretamente, sem intervenções invasivas. Por isso, alterações oculares costumam denunciar problemas vasculares, metabólicos e neurológicos antes mesmo de outros sintomas aparecerem.Quando a parte branca dos olhos passa a apresentar um tom amarelado, não se trata de uma simples mudança estética. Esse sinal revela um acúmulo anormal de substâncias no organismo. O fígado, ao não conseguir metabolizar adequadamente a bilirrubina, permite que esse resíduo se espalhe pelos tecidos. O resultado é um alerta visual claro de que o sistema de desintoxicação está sobrecarregado e de que o sangue carrega compostos que deveriam ter sido eliminados.Já o halo esbranquiçado ao redor da íris, muitas vezes interpretado apenas como consequência natural do envelhecimento, pode indicar algo mais sério. Conhecido como arco senil, ele corresponde ao acúmulo de gordura na córnea. Esse depósito visível sugere níveis elevados de colesterol circulante e levanta a possibilidade de que processos semelhantes estejam acontecendo de forma silenciosa nas artérias, aumentando o risco cardiovascular.Pálpebras caídas e visão turva também não devem ser atribuídas apenas ao cansaço cotidiano. Esses sinais podem refletir falhas na comunicação entre nervos e músculos ou alterações na microcirculação ocular, frequentemente associadas à pressão arterial elevada ou ao excesso de glicose no sangue. Desconsiderar essas manifestações é ignorar mensagens importantes de um corpo que tenta sinalizar desequilíbrios internos por meio do único órgão capaz de observar o mundo externo e, ao mesmo tempo, expor o que ocorre internamente.

interessante história