a cobra

Um homem sobreviveu a 856 injeções de veneno — e agora seu sangue pode salvar milhões.

Conheça o homem por trás de uma possível cura universal para picadas de cobra.

Após se submeter a 856 injeções de veneno ao longo de 18 anos, o autodidata e entusiasta de cobras Tim Friede fez mais do que apenas resistir — ele pode ter ajudado a desenvolver o primeiro antiveneno universal do mundo.

Cientistas da empresa de biotecnologia Centivax usaram o sangue hiperinmunizado de Friede — repleto de anticorpos contra algumas das cobras mais letais do planeta — para criar um antiveneno de amplo espectro.

Em testes de laboratório, esse tratamento derivado do sangue humano protegeu camundongos contra o veneno de 19 espécies diferentes de cobras, incluindo cobras, mambas-negras e taipans.

Os antivenenos tradicionais costumam ser específicos para cada espécie e são produzidos com o uso de animais como cavalos, o que frequentemente provoca reações alérgicas em humanos.

Já o sangue de Friede representa uma possível revolução: um tratamento de origem humana, com ação mais ampla e menos efeitos colaterais.

Pesquisadores acreditam que isso pode mudar a forma como picadas de cobra são tratadas no mundo inteiro, especialmente em regiões remotas ou com poucos recursos. Com testes de campo em andamento e estudos clínicos por vir, o arriscado e polêmico experimento pessoal de Friede pode em breve salvar milhões de vidas.

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