AssinePolíticaPolíticaTrama golpista: Moraes troca prisão de militares de alta patente por multa, curso sobre democracia e trabalho comunitárioInvestigações apontam que o grupo participou de ações logísticas e tentativas de mobilização de tropas contra a posse de LulaPor Luis Felipe Azevedo — Rio de Janeiro02/02/2026 17h35 Atualizado há 8 horas O ministro do STF Alexandre de MoraesO ministro do STF Alexandre de Moraes Brenno Carvalho / Agência O GloboRESUMOSem tempo? Ferramenta de IA resume para vocêCLIQUE E LEIA AQUI O RESUMOO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes homologou na sexta-feira os acordos de não-persecução penal (ANPP) firmados entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e dois militares presos por participação no "núcleo 3" da trama golpista. Com a decisão do magistrado, ficou estabelecido que o tenente-coronel Márcio Nunes de Resende Júnior e o coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior precisarão pagar multa de R$ 20 mil cada, além de prestar serviços comunitários por 340 horas e comparecer a um curso sobre “Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado", com duração de 12 horas.Nikolas Ferreira rebate críticas de padre: 'Falta intelecto, ou Bíblia, ou os dois'Com risco para Lula nos estados: Governo aumenta pressão em Haddad e escala ministros para resolver palanquesO ANPP foi criado no chamado pacote anticrime, de 2019, e pode ser fechado em casos de crimes cometidos sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a quatro anos. O acusado precisa confessar o crime e aceitar cumprir determinados requisitos, em troca do enceramento da ação. Os militares também estão impedidos de usar redes sociais até o fim da execução do acordo.Em novembro, a Corte condenou nove dos dez integrantes do chamado “núcleo três” da trama golpista, formado por integrantes de forças de segurança. As investigações apontam que o grupo participou de ações logísticas e tentativas de mobilização de tropas contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de envolvimento na elaboração de documentos como a “Carta ao Comandante do Exército”, que buscava pressionar por medidas de ruptura.O tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior teve decretada pena privativa de liberdade de 1 ano e 11 meses em regime aberto. Ele é acusado pela Polícia Federal de ser um dos articuladores de uma carta para pressionar comandantes do Exército a aderirem ao movimento golpista. À época do julgamento, defesa do militar negou que ele tenha auxiliado a elaborar a carta e argumentou que ele não teria como pressionar generais.Já o coronel Márcio Nunes de Resende Júnior foi condenado a pena privativa de liberdade de 3 anos e cinco meses em regime inicial aberto. Ele é acusado de participar da reunião na qual teriam sido discutidas formas de pressionar o comando das Forças a aderir o golpe. A defesa dele negou relação entre o militar e a carta.Além dessas penas, os condenados também tiveram decretadas a sua inelegibilidade. Os ministros também determinaram que o Superior Tribunal Militar (STM) analise a indignidade para eventual perda de posto e patente de Márcio Nunes.Mais recentePróximaAlexandre de MoraesUm mês após incêndio no Shopping Tijuca, ainda não há laudo da perícia, e investigação não avançaHá 14 minutosRioDesfile sobre vascaíno Mestre Ciça terá referências ao cruz-maltino e... ao Flamengo; entenda o motivoHá 15 minutosCarnavalOs 4 pilares da saúde da mulherHá 15 minutosEspiritualidade e Bem-estarAnálise: Por que ‘Tim Maia Racional’ acabou se tornando objeto de culto entre os fãs?Há 15 minutosMúsicaAs chances de Bolsonaro e Braga Netto no julgamento do STM que pode expulsá-los do ExércitoHá 16 minutosBernardo Mello FrancoO Brasil e o seu encontro marcadoHá 16 minutosMíriam Leitão‘Helenas’ versus Airbnb? Guerra contra ‘estúdios’ no Leblon escala na JustiçaHá 16 minutosCapitalMomento de autocorreçãoHá 16 minutosMerval PereiraEm vez de bloquear sites, regulador precisa ‘seguir o dinheiro’ para combater bets ilegais, diz CEO da BetMGMHá 22 minutosNegóciosEste é o parasita que um terço da população tem no cérebro: como é detectado?Há 26 minutosSaúde
Trama golpista: Moraes troca prisão de militares de alta patente por multa, curso sobre democracia e trabalho comunitário
Investigações apontam que o grupo participou de ações logísticas e tentativas de mobilização de tropas contra a posse de Lula
Por Luis Felipe Azevedo — Rio de Janeiro
02/02/2026 17h35 Atualizado há 8 horas
O ministro do STF Alexandre de Moraes
O ministro do STF Alexandre de Moraes Brenno Carvalho / Agência O Globo
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes homologou na sexta-feira os acordos de não-persecução penal (ANPP) firmados entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e dois militares presos por participação no "núcleo 3" da trama golpista. Com a decisão do magistrado, ficou estabelecido que o tenente-coronel Márcio Nunes de Resende Júnior e o coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior precisarão pagar multa de R$ 20 mil cada, além de prestar serviços comunitários por 340 horas e comparecer a um curso sobre “Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado", com duração de 12 horas.
Nikolas Ferreira rebate críticas de padre: 'Falta intelecto, ou Bíblia, ou os dois'
Com risco para Lula nos estados: Governo aumenta pressão em Haddad e escala ministros para resolver palanques
O ANPP foi criado no chamado pacote anticrime, de 2019, e pode ser fechado em casos de crimes cometidos sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a quatro anos. O acusado precisa confessar o crime e aceitar cumprir determinados requisitos, em troca do enceramento da ação. Os militares também estão impedidos de usar redes sociais até o fim da execução do acordo.
Em novembro, a Corte condenou nove dos dez integrantes do chamado “núcleo três” da trama golpista, formado por integrantes de forças de segurança. As investigações apontam que o grupo participou de ações logísticas e tentativas de mobilização de tropas contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de envolvimento na elaboração de documentos como a “Carta ao Comandante do Exército”, que buscava pressionar por medidas de ruptura.
O tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior teve decretada pena privativa de liberdade de 1 ano e 11 meses em regime aberto. Ele é acusado pela Polícia Federal de ser um dos articuladores de uma carta para pressionar comandantes do Exército a aderirem ao movimento golpista. À época do julgamento, defesa do militar negou que ele tenha auxiliado a elaborar a carta e argumentou que ele não teria como pressionar generais.
Já o coronel Márcio Nunes de Resende Júnior foi condenado a pena privativa de liberdade de 3 anos e cinco meses em regime inicial aberto. Ele é acusado de participar da reunião na qual teriam sido discutidas formas de pressionar o comando das Forças a aderir o golpe. A defesa dele negou relação entre o militar e a carta.
Além dessas penas, os condenados também tiveram decretadas a sua inelegibilidade. Os ministros também determinaram que o Superior Tribunal Militar (STM) analise a indignidade para eventual perda de posto e patente de Márcio Nunes.
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